Que meu amor não será passageiro… Te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar.
Nando Reis. (via resumindoempalavras)(Source: garotaesuasfases)
Andei nos trilhos por mais anos que uma beata poderia suportar. Experimentei a felicidade cômoda e a tristeza latejante. A zona de conforto se confundia com a rotina monótona e tortuosa. Fui atropelada pelo trem descarrilado da felicidade alheia. Por que tantos sorrisos, e nenhum saindo de minha boca ou sendo dirigido para mim? Qual o motivo, causa ou circunstancia que me levou a vestir um véu de regras e limitações? Que algemas morais são essas que prendem minhas mãos, e me impedem de abraçar o mundo? Qual o objetivo de andar nos trilhos, se um trem todos os dias me mata? Vou fazer parte dos jornais, dos noticiários e dos boletins policiais. E o trem? Um trem para as estrelas, por favor.
Severinar, é nisso que resulta ouvir Cazuza… (via severinar)
É com satisfação que retomo o tema dos absurdos da nossa educação: sua finalidade não é nos tornar melhores e mais sábios e sim fazer de nós pessoas cultas. E esse objetivo tem sido atingido. Não somos ensinados a buscar a virtude e abraçar a sabedoria: devemos aprender a etimologia de tais palavras… Não hesitamos em perguntar: “Fulano sabe grego ou latim? Ele sabe escrever em verso ou prosa?” Mas a pergunta mais importante vem por ultimo: “Ele se tornou uma pessoa melhor e mais sábia?” Devemos descobrir não quem sabe mais e sim quem sabe melhor. Nosso esforço se concentra apenas em encher a memória, e não deixamos espaço para o entendimento da vida e noção do certo e errado.
Alain de Botton - “As Consolações da Filosofia” (via severinar)